Por que chinês mandarim tem entonações?

Vamos olhar para o passado para responder esta pergunta.

Uma parte considerável dos linguistas acredita que chinês antigo não tinha entonações (chinês antigo se refere ao estágio da língua chinesa na época de 孔子 Confúcio, 551 – 479 ac).

Acredita-se que os tons tenham aparecido em algum estágio entre o chinês antigo e o chinês medieval (sendo que o conhecimento deste último é baseado no dicionário de rimas 切韵 Qièyùn, do ano 601).

O passar do tempo e diversas influências causam mudanças na línguas. Nenhuma língua no mundo está livre de sofrer este processo natural. Tal processo pode incluir a mudança de consoantes no começo da sílaba (“b” para “p”, por exemplo), ou a queda de sons no final da sílaba, por exemplo.

No caso do chinês, acredita-se que a extinção de uma pausa glotal no final das palavras no chinês antigo tenha dado origem à entonação crescente no chinês medieval. Igualmente, acredita-se que a extinção de um “s” no final da sílaba tenha dado origem à entonação decrescente.

Palavras que não terminavam com nenhum dos dois acima assumiram entonação plana no chinês medieval.

É importante ressaltar que o chinês mandarim que se fala hoje em dia, assim como outras línguas da China, têm suas origens no chinês medieval que mencionamos acima.

As entonações já fazem parte das línguas da China há quase 2 mil anos! 

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